10/07/2026 - Restos de pipa presa a fiação elétrica
Divulgação/Equatorial Goiás
A região de Campinas (SP) teve, em média, 12 interrupções do fornecimento de energia causadas por pipas entre janeiro e maio de 2026. Isso é o que mostra o levantamento da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), que registrou um aumento de 6,5% de casos como esses na região.
Nos cinco primeiros meses do ano, o total de ocorrências na região passou de 1.746, em 2025, para 1.859, em 2026. Por cidade, Campinas liderou o volume com 277 casos e alta de 11%. Em média, a metrópole teve uma interrupção a cada 13 horas.
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Municípios vizinhos também registraram alta nas ocorrências:
em Hortolândia (SP), os casos passaram de 62 para 101, um aumento de 63%;
já em Sumaré (SP), os registros subiram de 61 para 81, alta de 33%.
Com o início das férias escolares, a CPFL informou que intensificou as campanhas de conscientização para alertar sobre os riscos de acidentes próximos à rede elétrica e o perigo do uso de linhas cortantes — saiba mais sobre os riscos abaixo.
Riscos e proibição
O contato das pipas com a rede elétrica pode provocar curtos-circuitos e desligamentos em larga escala. A situação fica mais grave quando utilizam cerol ou linha chilena, materiais abrasivos que também colocam em perigo direto a vida de pedestres, ciclistas e motociclistas.
Segundo a CPFL, existem três fatores principais que provocam o desligamento da energia nestas situações:
Curto-circuito por umidade: as linhas comuns que ficam enroscadas acumulam umidade em dias chuvosos, criando uma ponte condutora de eletricidade entre os cabos.
Materiais cortantes: o uso de cerol (mistura de cola e vidro moído) ou linha chilena (feita com quartzo e óxido de alumínio), que possuem altíssimo poder abrasivo.
Ruptura de cabos: ao serem puxadas, as linhas blindadas serram fisicamente os fios de alumínio, provocando a queda de cabos energizados no chão.
???? A Lei Estadual nº 17.201/2019 proíbe, no Estado de São Paulo, a fabricação, comercialização e uso de linha com cerol ou linha chilena. Infratores estão sujeitos a multa e, em caso de acidentes, podem responder criminalmente.
Prejuízos
O problema afeta diretamente a rotina e o bolso da população. No bairro Nelson Mandela, em Campinas, a moradora Crislaine da Silva contou que já passou a noite no escuro após competições na rua. "As pipas cortam os fios da casa da gente, a gente fica sem energia, fica sem internet",
A situação só melhorou quando a comunidade se organizou para proibir a prática no local. "Metade concorda, metade não, mas a gente até que conseguiu", contou
A falta de energia também castiga o comércio. Uma empreendedora Clarisse Azuchi relatou que chegou a perder produtos após um longo apagão provocado pelo rompimento de um cabo.
Prevenção
Para garantir a segurança, a recomendação é que a atividade seja feita em áreas abertas, mantendo distanciamento total de postes e subestações. A CPFL listou orientações que devem ser seguidas pelas famílias:
Nunca solte pipa perto de postes, fios elétricos ou subestações;
Não use linha com cerol ou linha chilena, pois a prática é ilegal e coloca vidas em risco;
Prefira locais abertos e afastados da rede elétrica;
Se a pipa cair na rede de energia, não tente retirar de nenhuma forma.
A última orientação, inclusive, é bem importante. Caso pipa fique presa na fiação, a população nunca deve tentar fazer o resgate por conta própria. A orientação é acionar os canais oficiais da companhia, como o aplicativo ou o site "Guardião da Vida", para solicitar a remoção segura.
Em caso de ocorrências ou emergências, também, a CPFL Paulista orienta que os moradores acionem a empresa pelo telefone 0800 010 1010 ou por meio do aplicativo da concessionária.
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